* Nome?
Patrícia, mas pode me chamar de Patty todos me chamam assim.

* Idade?
34 aninhos, com muito orgulho.

* Meu humor?
Sou uma pessoa bem humorada e tranquila, alguns dizem que sou tranquila até demais. Mas pra que tanta ira gente... "La vita è bella, andiamo sin tanta velocità!"
* Línguas que conheço?
O português é minha língua mãe, mas também conheço o inglês e o espanhol. A propósito arranho um pouco do francês e do italiano... "Va bene!"

* Coisas que gosto?
Bem, vamos lá!
Adoro livros, sou uma viciada em leitura, e por esse motivo considerada uma "livromaníaca" com muita honra.
Também amo filmes, mas não sou adepta a sair de casa pra ir no cinema, espero que eles saiam em DVD; devo confessar que sou meio preguiçosa para ir ao cinema.
Gosto de ficar em casa curtindo, meu amor e meu gatinho de estimação, o Nino que é lindo diga-se de passagem!

* Do que não gosto?
No momento fica suspenso o assunto, mas prometo mencionar sobre isso depois.

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Hoje uma perguntinha martela em minha cabeça incessantemente: "Será que é tão importante assim andar na linha???"

 

Quando somos crianças, achamos tão divertido tentar andar na linha e eu não conseguia resistir a um meio-fio... Lá estava eu tentando me equilibrar, meio cambaleante, como um desafio delicioso e importante.

Hoje fico aqui tentando seguir uma linha imaginária, que juro que é reta, que penso que é certa, mas... Há tanto vento, há tanto tempo, há tanto contratempo, tanta pedra no caminho, há tanta dor, desamor, insatisfação, e principalmente incompreensão, que me tiram a atenção, me desequilibram, mas raramente chego a cair, embora tropece às vezes.

Talvez precise de algo simples: um pincel e uma tinta branca pra tornar real a imaginária linha e me permitir cair de vez... afinal, isto não deve ser pior do que andar cambaleante, ainda mais sem nem poder culpar a bebida, pois nem sou de ingerir tanto assim.

É chegada a hora de parar e dar uns giros, sair da dita normalidade, para depois disso tentar seguir em frente, mais leve, mais próxima do equilíbrio e compreensão que almejo, ainda que isso implique em sair da linha de vez em quando para dar umas cambalhotas marotas para extravasar... Sim, porque no fundo, esta linha nada mais é do que a minha própria consciência! Apenas isso!

 

A leveza contida nas interrogações e nas "responsabilidades" de quando se era criança faz uma falta danada, é verdade. Tornar-se adulto parece que traz um peso enorme e não me refiro apenas aos ossos, aos músculos, à expansão corpórea não. Antes fosse simples assim! Às vezes desconfio de que vamos crescendo por fora enquanto simultaneamente encurtamos por dentro. Nosso universo interior, antes tão vasto e tão cheio de coragem, limita-se e já não fazemos naturalmente tantas perguntas porque temos medo das respostas... ou medo de que elas não existam.

Aqueles adultos, seres metidos a oráculos, que costumavam tirar todas as nossas dúvidas, até as mais difíceis delas, agora somos nós mesmos e não temos a quem recorrer... a não ser à síntese salvadora da menina de 4 anos com a menina de 34 (que às vezes parecem até meio gêmeas), capaz de cultivar sonhos no meio das pedreiras e rosas que nascem no meio do asfalto, corajosas.

Então é neste momento que descobrimos que tudo em nós é possível de se nascer, de pulsar, de vingar, aí vou perdendo cada dia mais o medo do futuro, que anda de mãos dadas com o envelhecer, e me convenço de que o SEMPRE está apenas incluído no HOJE, então... CARPE DIEM!

 

Deixo a menina de 4 anos beijar a menina de 34, que beijará incessantemente a de 60 e por aí vai... É, talvez, um jeito novo de brincar de passar o anel, em que cada beijo leva experiência, sonho e coragem de se sair por aí saltitante, lambuzando-se de algodão-doce, sem medo do que de nós irão pensar, independente da idade... que se tem e que se sente.

 

 

 

MENSAGEM DO DIA:

“Desperdiçamos o tempo, queixando-nos sempre de que a vida é breve.”

“Você pode adiar, mas o tempo não posterga.” (Benjamin Franklin)

“O tempo rende muito quando é bem aproveitado.” (Goethe)

“Com o tempo, você vai percebendo que para ser feliz com uma outra pessoa, você precisa, em primeiro lugar, não precisar dela.
Percebe também que aquele alguém que você ama (ou acha que ama) e que não quer nada com você, definitivamente não é o alguém da sua vida. Você aprende a
gostar de você, a cuidar de você e, principalmente, a gostar de quem também gosta de você. O segredo é não correr atrás das borboletas... é cuidar do jardim para que elas venham até você.
No final das contas, você vai achar não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você!” (
Mário Quintana)

 

 



- Postado por: Patty às 13:48:03
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SOFÁ COM PIPOCA:

 

Esse já faz um tempinho que assisti, mas é tão bom quando as outras indicações que dei. O gênero é drama e romance; com Winona Ryder, Anne Bancroft, Ellen Burstyn e Kate Nelligan.

Alugue já!!!

 

COLCHA DE RETALHOS

 

Finn Dodd é uma jovem estudante graduada, trabalhando em sua tese de mestrado e se preparando para se casar com seu noivo, Sam.  Para melhor elaborar e concluir sua tese, decide viajar para a casa de sua avó, Hy Dodd.

Lá, encontram-se várias amigas da família, que preparam uma elaborada colcha de retalhos, como presente de casamento.

Enquanto o trabalho é feito, ela ouve os relatos de paixões e envolvimentos, nem sempre moralmente aprováveis, mas repletos de sentimentos, que essas mulheres tiveram.

Quando seu noivo a visita para ouvir sua opinião sobre a planta de sua futura casa, ela descobre que ele considerou um quarto adicional para visitas ou um futuro bebê.  Tal fato gera uma discussão que obriga Sam a voltar no mesmo dia.

Pouco tempo depois, ela se sente atraída por um desconhecido da região, criando dúvidas no seu coração que precisam ser esclarecidas.

No final, acredita que seu casamento com Sam tanto poderá ser maravilhoso como dar tudo errado, mas vai ter que tomar uma decisão.  Afinal, como diz uma das amigas da família, para se fazer uma colcha de retalhos, é preciso escolher as combinações com cuidado.  As combinações certas vão embelezar sua colcha, enquanto as erradas vão embotar as cores.  Enfim, é preciso seguir seus instintos e ter coragem.

 

** Cenas do filme



- Postado por: Patty às 12:51:24
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TRILHA SONORA DO DIA:

As pessoas que me conhecem sabem que adoro dançar, e não sendo axé e muito menos fank bailo com prazer!

Agora cá entre nós... já experimentou dançar música latina? Não? Então sugiro a salsa; é muito bom!

O som de hoje é de Célia Cruz, que foi considerada a rainha da salsa. O clip é meio tosco;tenho que concordar, mas a levada é muito boa, e se você quiser dar uma conferida e só clicar no link.

http://www.youtube.com/watch?v=lArGoRhFr4E

LA VIDA ES UN CARNAVAL

Célia Cruz

 

Todo aquel que piense que la vida es desigual,
tiene que saber que no es asi,
que la vida es una hermosura, hay que vivirla.
Todo aquel que piense que esta solo y que esta mal,
tiene que saber que no es asi,
que en la vida no hay nadie solo, siempre hay alguien.

Ay, no ha que llorar, que la vida es un carnaval,
es mas bello vivir cantando.
Oh, oh, oh, Ay, no hay que llorar,
que la vida es un carnaval
y las penas se van cantando.

Todo aquel que piense que la vida siempre es cruel,
tiene que saber que no es asi,
que tan solo hay momentos malos, y todo pasa.
Todo aquel que piense que esto nunca va a cambiar,
tiene que saber que no es asi,
que al mal tiempo buena cara, y todo pasa.

Ay, no ha que llorar, que la vida es un carnaval,
es mas bello vivir cantando.
Oh, oh, oh, Ay, no hay que llorar,
que la vida es un carnaval
y las penas se van cantando.
Para aquellos que se quejan tanto.
Para aquellos que solo critican.
Para aquellos que usan las armas.
Para aquellos que nos contaminan.
Para aquellos que hacen la guerra.
Para aquellos que viven pecando.
Para aquellos nos maltratan.
Para aquellos que nos contagian.

 

Um bjo,

 

e

 

VIVA LA VIDA!!!

 

 

*Patty 



- Postado por: Patty às 12:40:36
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Estava aqui sem saber o que postar hoje, já quase vencida, convencida a ceder ao silêncio e à introspecção, quando ouvindo uma música de Bob Dylan tema de um filme que assisti há um tempo atrás, eis que me veio o insight. Me levaram à reflexão hoje, coisas deste tipo:

Fico pensando se eu sou do tipo de pessoa que fica parada na grama vendo a beleza do balé de vento hipnotizada ou se eu saio correndo. Às vezes o perigo é tão atraente!

Não sei... às vezes o melhor que se tem a fazer é não fugir não; pelo menos não dos “hurricanes” de sentimentos. No máximo o que pode acontecer é algum estrago ao nosso redor e quem sabe, às vezes, no nosso coração.

Entretanto, esse nosso órgão oco muscular situado na região do plexo solar é altamente resistente... se reconstrói um dia.

Ora eu me permito conviver entrelaçada com a tranqüilidade, aí deito na relva e contemplo a tudo, mas geralmente sou seduzida pelo perigo, confesso. Tento não fugir de nada. Tento me agarrar pelos cabelos sempre que viro as costas para o que sinto e para o que me assusta, ainda que apenas momentaneamente. Obrigo-me a olhar de frente para os espetáculos oferecidos pela vida e pelos obstáculos impostos por esta, acreditando sempre que tudo tem um porquê, tantas vezes misterioso, oculto.

Posso afirmar que os furacões e toda a sua fúria me encantam profundamente. Gosto de me jogar no meio deles e sentir que não sou tão dona de mim como às vezes penso.

Não tenho medo de ficar sem bússola, de perder o controle, de ser destruída. No fundo, é justamente dessa destruição de que tanto precisamos e nem nos damos conta; somente ela nos faz recomeçar do zero, varrer os destroços já gastos e deteriorados pelo tempo.

Podemos nos reconstruir, novinhos em folha, em cima de bases fortes e não em cima das ruínas que sobram, que nada mais são do que areia movediça disfarçada.

Tenho aprendido a fazer dos furacões meus cúmplices, talvez por isso eu sempre volte mais viva do que estava quando me permiti ser sugada por eles.

O coração é bem mais resistente do que as nossas convicções, do que os nossos desejos, do que os nossos sonhos. E acredite, ele não se (re)constrói UM DIA não, mas o faz TODOS OS DIAS DE NOSSA EXISTÊNCIA. Tenho dialogado demais com o meu, e nunca um tum tum tum tum fez tanto sentido para mim!

Vou logo ali procurar um furacão para dar uma voltinha e já volto. Prometo! Não tenho medo. São meus fiéis amigos... Eles e vocês!

 Um beijo grande!



MENSAGEM DO DIA:

“É verdade…;

o tempo dá lição em quase tudo,

só não ensina a nos escondermos de nós mesmos.

Para isso há sempre uma rasteira,

não importa quantas voltas dermos. No mais,

para quê se esconder em outra face

ou em outra vida, quando o peso de nossas

decisões

afetam em cheio nós mesmos?

Não importa com que cores nos pintemos,

sabemos o peso da verdade.

E muitas vezes realmente só nós sabemos.

Não estou certa?”

(*Patty)




- Postado por: Patty às 14:38:22
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SOFÁ COM PIPOCA:

Pra variar a minha indicação de hoje é um “drama” novamente. Não levem a mal, mas irão perceber que gosto muito desse gênero de filme, muito mesmo. Assim como a dica anterior que dei, não é muito fácil achar esse filme nas locadoras (ele é de 1999), mas vale a pena, é grandioso; e também uma história verídica.

O título original é “The Hurricane”, e seu elenco vem com feras como Denzel Washington, Vicellous Reon Shannon, Deborah Unger, Liev Schreiber, John Hannah, Dan Hedaya e Debbi Morgan.

Hurricane - O Furacão



Denzel Washington é o grande intérprete de Rubin "Hurricane" Carter, a história do campeão dos pesos-médios é apenas um episódio do inacabado combate contra as violações racistas já vivenciadas nos Estados Unidos.

Em 17 de junho de 1966 foram assassinados dois homens e uma mulher num assalto a um bar de Paterson, Nova Jersey. Poucos meses depois são indiciados com duvidosas acusações e condenados à cadeia perpétua Rubin Carter e um fã seu, John Artis (Garland Whitt), que até então haviam sido interrogados como testemunhas. Para Carter, mais "técnico" do que "lutador" no ringue, a estada na prisão se converterá numa luta pela sobrevivência.

Como em todas as coisas importantes da vida, e inclusive no boxe, o combate o definirá O Furacão com a cabeça e não só com as mãos. Carter, cujo caso ganhou fama internacional graças à balada "Hurricane" de Bob Dylan, perdeu vários recursos contra sua condenação, mas persistiu em sua alegação de que era vítima inocente de uma conspiração racista promovida por um policial, Della Pesca (Dan Hedaya), que o havia enviado ao reformatório quando tinha 11 anos. De nada lhe valeu naquele momento o relato autobiográfico que publicou sobre seu caso, intitulado "O 16º assalto".

Desanimado, Carter se isolou ainda mais de sua família e amigos e inclusive se divorciou de sua esposa, Mae Thelma (Debbi Morgan), a quem exigiu que não o visitasse mais. Anos depois recebeu uma carta de um jovem, Lesra Martin (Vicellous Reon Shannon), de Toronto (Canadá), nascido também num gueto negro, que tinha lido seu livro e estava convencido de sua inocência.

Lesra conseguiu persuadir três amigos, Terry (John Hannah), Lisa (Deborah Kara Unger) e Sam (Liev Schreiber), que o haviam acolhido em sua casa, para que empreendessem uma campanha a favor da liberdade de Carter.

A luta foi muito longa e não isenta de obstáculos e riscos. O Furacão conjuga com grande acerto artístico a história de um esportista com o drama das cortes judiciais. Os ativistas de direitos humanos tinham que desmascarar policiais corruptos e racistas de Paterson, e finalmente o conseguiram: só que no final da década de 1980.

Denzel Washington no papel

de Rubin "Hurricane" Carter.



O verdadeiro Rubin

"Hurricane" Carter.



**Cenas do filme:





Rubin “Hurricane” Carter com

Denzel Washington,

na entrega do Golden Globe

Awards em 2000.



- Postado por: Patty às 14:31:59
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TRILHA SONORA DO DIA:

O som que me inspiradou hoje; a música que me fez pensar, lembrar do filme que indiquei e que também serviu de fundo musical enquanto escrevia o post de hoje.

Por acaso você conhece essa música? Não?!?

Então essa é sua chance; clique no link, ouça a música e veja também algumas cenas desse filme emocionante!

http://www.youtube.com/watch?v=few4kiKjNzw



The story of Hurricane Carter

(Bob Dylan)

Pistol shots ring out in the barroom night
Enter Patty Valentine from the upper hall.
She sees the bartender in a pool of blood,
Cries out, "My God, they’ve killed them all!"
Here comes the story of the Hurricane,
The man the authorities came to blame
For somethin' that he never done.
Put in a prison cell, but one time he could-a been
The champion of the world.

Three bodies lyin' there does Patty see
And another man named Bello, movin' around mysteriously.
"I didn't do it," he says, and he throws up his hands
"I was only robbin' the register, I hope you understand.
I saw them leavin'," he says, and he stops
"One of us had better call up the cops."
And so Patty calls the cops
And they arrive on the scene with their red lights flashin'
In the hot New Jersey night.

Meanwhile, far away in another part of town
Rubin Carter and a couple of friends are drivin' around.
Number one contender for the middleweight crown
Had no idea what kinda shit was about to go down
When a cop pulled him over to the side of the road
Just like the time before and the time before that.
In Paterson that's just the way things go.
If you're black you might as well not show up on the street
'Less you wanna draw the heat.

Alfred Bello had a partner and he had a rap for the cops.
Him and Arthur Dexter Bradley were just out prowlin' around
He said, "I saw two men runnin' out, they looked like
middleweights
They jumped into a white car with out-of-state plates."
And Miss Patty Valentine just nodded her head.
Cop said, "Wait a minute, boys, this one's not dead"
So they took him to the infirmary
And though this man could hardly see
They told him that he could identify the guilty men.

Four in the mornin' and they haul Rubin in,
Take him to the hospital and they bring him upstairs.
The wounded man looks up through his one dyin' eye
Says, "Wha'd you bring him in here for? He ain't the guy!"
Yes, here's the story of the Hurricane,
The man the authorities came to blame
For somethin' that he never done.
Put in a prison cell, but one time he could-a been
The champion of the world.

Four months later, the ghettos are in flame,
Rubin's in South America, fightin' for his name
While Arthur Dexter Bradley's still in the robbery game
And the cops are puttin' the screws to him, lookin' for somebody
to blame.
"Remember that murder that happened in a bar?"
"Remember you said you saw the getaway car?"
"You think you'd like to play ball with the law?"
"Think it might-a been that fighter that you saw runnin' that
night?"
"Don't forget that you are white."

Arthur Dexter Bradley said, "I'm really not sure."
Cops said, "A poor boy like you could use a break
We got you for the motel job and we're talkin' to your friend
Bello
Now you don't wanta have to go back to jail, be a nice fellow.
You'll be doin' society a favor.
That sonofabitch is brave and gettin' braver.
We want to put his ass in stir
We want to pin this triple murder on him
He ain't no Gentleman Jim."

Rubin could take a man out with just one punch
But he never did like to talk about it all that much.
It's my work, he'd say, and I do it for pay
And when it's over I'd just as soon go on my way
Up to some paradise
Where the trout streams flow and the air is nice
And ride a horse along a trail.
But then they took him to the jail house
Where they try to turn a man into a mouse.

All of Rubin's cards were marked in advance
The trial was a pig-circus, he never had a chance.
The judge made Rubin's witnesses drunkards from the slums
To the white folks who watched he was a revolutionary bum
And to the black folks he was just a crazy nigger.
No one doubted that he pulled the trigger.
And though they could not produce the gun,
The D.A. said he was the one who did the deed
And the all-white jury agreed.

Rubin Carter was falsely tried.
The crime was murder "one," guess who testified?
Bello and Bradley and they both baldly lied
And the newspapers, they all went along for the ride.
How can the life of such a man
Be in the palm of some fool's hand?
To see him obviously framed
Couldn't help but make me feel ashamed to live in a land
Where justice is a game.

Now all the criminals in their coats and their ties
Are free to drink martinis and watch the sun rise
While Rubin sits like Buddha in a ten-foot cell
An innocent man in a living hell.
That's the story of the Hurricane,
But it won't be over till they clear his name
And give him back the time he's done.
Put in a prison cell, but one time he could-a been
The champion of the world.

A história de Hurricane Carter

- (tradução)

(Bob Dylan)

Tiros de revólver ressoam na noite dentro do bar
entra Patty Valentine vinda do salão superior
ela vê o garçom numa poça de sangue
solta um grito "Meu Deus, mataram todos eles!"
aí vem a história do Furacão
o homem que as autoridades acabaram culpando
por algo que ele nunca fez
colocando numa cela de prisão, mas houve um tempo
em que podia ter sido o campeão mundial

Três corpos deitados ali é o que Patty vê
e outro homem chamado Bello rodeando misteriosamente
"Eu não fiz isso"ele diz e joga os braços pra cima
"Estava só roubando a registradora , espero que você entenda
eu os vi partindo" ele diz e pára
"É melhor um de nós ligar pros tiras"
e assim Patty chama os tiras
e eles chegam na cena com suas luzes vermelhas piscando
na noite quente de New Jersey

Enquanto isso, bem longe, em outra parte da cidade
Rubin Carter e uns dois amigos estão dando algumas voltas de carro
o pretendente número um à coroa dos pesos-médios
não tinha idéia do tipo de merda que estava para baixar
quando um tira o fez parar no acostamento
igualzinho à vez anterior e à outra vez antes dessa
em Paterson é assim mesmo que as coisas rolam
se você é negro, melhor nem aparecer na rua
a não ser que queira atrair uma batida policial

Alfred Bello tinha um parceiro e ele soltou um papo atrás dos tiras
ele e Arthur Dexter Bradley estavam só fazendo uma ronda
ele disse "Vi dois homens sairem correndo, pareciam pesos-médios
pularam dentro de um carro branco com a placa de outro estado"
e a senhorita Patty Valentine apenas assentiu com a cabeça
um tira disse "Esperem um minuto, rapazaes, este aqui não está morto"
então o levaram à enfermaria
e embora esse homem mal pudesse enxergar
disseram a ele que podia identificar os culpados

As 4 da manhã eles arrastam Ruby consigo
o levam para o hospital e o trazem escada cima
o homem ferido olha pra cima através de seu único olho moribundo
diz " Por que vocês o trouxeram aqui dentro? Não é esse o cara !"
sim, eis aqui a história do Furacão
o homem que as autoridades acabaram culpando
por algo que ele nunca fez
colocando numa cela de prisão, mas houve um tempo
em que podia ter sido o campeão mundial

Quatro meses depois, os guetos estão em chamas
Rubin está na América do Sul, lutando por seu nome
enquanto Arthur Dexter Bradley continua no ramo do assalto
e os tiras estão apertando-o
procurando alguém pra culpar
"Lembra daquele assassinato que aconteceu num bar?"
"Lembra que você disse ter visto o carro fugitivo?"
"Você acha que está a fim de brincar com a lei?"
"Não acha que talvez tenha sido aquele lutador
que você viu correndo pela noite?"
"Não se esqueça de que você é branco"

Arthur Dexter Bradley disse "Não tenho muita certeza"
os tirs disseram "Um rapaz como você precisa de uma folga da polícia
te pegamos por aquele serviço no motel
e agora estamos conversando com seu amigo Bello
agora,você não querter de voltar pra cadeia
seja um sujeito legal
Você estará fazendo um favor a sociedade
aquele filho-da-puta é valente e está ficando cada vez mais
nós queremos botar o rabo dele pra fritar
queremos pregar esse triplo assassinato nele
o cara não é nenhum cavalheiro"

Rubin podia apenas nocautear um cara com apenas um soco
mas nunca gostou muito de falar sobre isso
"É meu trabalho", diria, "E eu o faço para ser pago
e quando isso termina, prefiro cair fora o mais rápido possível
na direção de algum paraíso
onde riachos de trutas correm e o ar é ótimo
e andar a cavalo ao longo de uma trilha"
mas aí o levaram para a cadeia
onde tentaram transformar um homem num rato

Todas as cartas de Rubin já estavam marcadas
o julgamento foi um circo de porcos, ele não teve a menor chance
o juiz fez das testemunhas de Rubin bebados das favelas
e para os brancos que assistiam, ele era um vagabundo revolucionário
e para os negros, apenas mais um crioulo maluco
ninguém duvidava que ele tinha apertado o gatilho
e embora não conseguissem produzir a arma
o promotor público disse que era ele o responsável
e o juri, todos de brancos, concordou

Rubin Carter foi falsamente julgado
o crime foi de assassinato "em primeiro grau"
adivinha quem testemunhou?
Bello e Bradley,e ambos mentiram descaradamente
e os jornais, todos pegaram uma carona nessa onda
como pode a vida de um homem desses
ficar na palma da mão de algum tolo?
vê-lo obviamente condenado numa armação
não teve outro jeito a não ser me fazer sentir vergonha
de morar numa terra onde a justiça é um jogo

Agora todos os criminosos em seus paletós e gravatas
estão livres para beber martinis e assitir o sol nascer
enquanto Rubin fica sentado como Buda em uma cela de 3 metros
um inocente num inferno vivo
essa é a história do Furacão
mas não terá terminado enquanto não limparem seu nome
e devolverem a ele o tempo que serviu
colocado numa cela de prisão, mas houve um tempo
em que podia ter sido o campeão mundial



* Curiosidades sobre essa canção: Ela é música tema do filme “Hurricane” sobre Rubin Carter, boxeador, conhecido como Hurricane ( Furacão), preso em 66, acusado de assassinato em primeiro grau. Foi libertado, após 19 anos de prisão, em 85.

Bob Dylan foi processado por Patty Valentine, por ter usado seu nome na música.

Obrigada

 

por mais uma

 

visita;

 

volte sempre!


* Patty




- Postado por: Patty às 14:19:54
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Oi!!!




A vida é uma caixinha de surpresas!

Admiro a minha própria surpresa ao chegar a essa tão óbvia conclusão. E pior que não é meramente uma conclusão… É apenas o início.

E lá vou eu... ; pegar o barco para tentar chegar ao entendimento.

Que bom se o entendimento fosse mesmo “um lugar” para se chegar; mas não culpo minhas pequenas incertezas, é bom sempre estar querendo saber mais.

Aprender mais, ousar mais, ouvir mais... e falar menos, muito menos.

Dizem por aí, e eu odeio ter que concordar: “O peixe morre pela boca”. E quem não é peixe, no mínimo acaba sendo repetitivo, cansativo e egocêntrico.

Vamos ser sábios: temos Duas orelhas e Uma só boca...

Sugestivo????

Hoje estou miniaturizada; e tenho o prazer (ou até mesmo o desprazer) de ter sido injetada em mim mesma. A viagem já começou a algum tempo, mas é agora que tomo consciência dessa grande oportunidade que estou tendo.

É incrível!!!! Encontro-me dentro da cabeça, próxima ao cérebro; daqui consigo ver como nascem os pensamentos e onde ficam guardadas as lembranças.

Espere! Vejo que alguma coisa vem vindo flutuando em minha direção, ela vem ondulante, não consigo distinguir no ínicio, mas agora sei o que é; uma palavra, e junto dela vem também o significado que tem para mim.

Impaciência = diretamente proporcional a intolerância.

Tirar de onde serenidade e a dita da paciência no meio dessa loucura?

Às vezes sentar para ouvir o que nos mesmos temos a nos dizer é uma arte; diria até... “um luxo”.

Depois de tempos sem transportar pensamentos, uma explosão de novas coisas a se dizer,
e mais importante ainda, a se pensar; esta por acontecer. Me dei o direito do silêncio externo; quero só aproveitar essa “viagem insólita”.

Os olhos fechados, a respiração ritmada; até mesmo o coração tem um bailar suave, vai valsando no “Le quattro stagioni” de Vivaldi.

Que sensação boa!

Sabe que não é tão ruim assim manter-se nesse estado inerte?!? Agora… as mãos… ; essas não calam!!!

Que me desculpem os pretensiosos; não se achem dignos deste mérito que é só meu por pura opção. Não me encanta o esbravejar; o subir no alto da montanha e berrar aos sete ventos. Com o passar do tempo descobre-se que as pessoas só ouvem o que querem, e se assim o desejarem; caso contrário são surdas desde o nascimento.

Silencio, me calo; mas ao mesmo tempo falo com os olhos, com a ponta dos dedos, com o coração e principalmente com a mente aberta. O silêncio abafa e ressoa dentro de uma vasta coleção de acontecimentos internos.

Movimentos fortuitos se aproximam novamente, mais palavras vem flutuando em minha direção; agora é um verdadeiro turbilhão!

Verdade, Evolução, Queda, Persistência, Fé, Inteligência, Força, Cor, Mentira,
Insensatez, Infinito, Ambição, Passado, Luz, Contemplação, Amizade, Humildade, Negligência, Música, Capacidade, Amor, Memória, Tempo, Raiva, Brilho, Existir, Valor, Realizações, Dor, Pensamento, Subida, Responsabilidade, Simpatia, Razão, Equilíbrio, Silêncio, Laços, Luta, Renascimento, Caminho, Limite, Desafio, Solidão, Beleza, Futuro, Compreensão, Exclusividade, Luxo, Soneto, Comunicação, Sonho, Caridade, Desavenças, Preço, Sentimento, Conforto, Diferenças, Vida, Efeitos, Fragilidade, Medo, Proteção, Esperança…

Como diria minha mãe: “É muita cuca no lance!”. Realmente muita coisa a se pensar.

Mas por mais que eu pense, por mais que eu fale, por mais que eu escreva; sei que nada posso oferecer que já não exista em cada um. Não posso abrir outro mundo além daquele que há na própria alma de cada pessoa. Nada posso dar, a não ser a oportunidade,
o impulso, a chave. Só não posso destrancar a porta; isso é escolha própria.

Procuro somente ajudar a tornar visível o próprio mundo de cada um, e isso é tudo. Sou determinada, autêntica, generosa e clara em minhas colocações; qualidades que trago em mim, talvez devido minha casa zodiacal, vai saber!

Tlec! tlec!

Clap! clap!

Reconheço esse som; reconheço o estalar de dedos e o bater de palmas. Abro então meus olhos.

Saio do transe!

Ou devo dizer... saímos todos?!?




- Postado por: Patty às 16:13:36
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MENSAGEM DO DIA:

"Procuro suportar todos os dias minha própria personalidade renovada,
despencando dentro de mim tudo o que é velho e morto. "
(Cora Coralina)

"Muitas pessoas são educadas o bastante para não falar com a boca cheia, porém não se preocupam em fazê-lo com a cabeça oca."
(Orson Welles)

“O sentir é indispensável para chegar ao saber.”
(Antônio Damásio)

“A mente que se abre a uma nova idéia, jamais voltará ao seu tamanho original.” (Albert Einstein)




- Postado por: Patty às 16:11:08
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SOFÁ COM PIPOCA:


Outro filme bom pra caramba, e novamente um drama. Dessa vez temos Robert De Niro e Philip Seymour Hoffman trabalhando juntos numa incrível atuação. E como sempre digo… vale a pena ver esse filme!

NINGUÉM É PERFEITO




Walter Joontz é um guarda de segurança aposentado, ultraconservador com orgulho, que vive em Nova York. Certo dia, ao tentar ajudar um vizinho em dificuldades, Walter recebe um golpe que o deixa com paralisia parcial do corpo. Recusando-se a deixar o apartamento em que vive, Walter concorda com um programa de reabilitação que inclui aulas de canto com um artista que mora no apartamento de cima: uma drag queen chamada Rusty.



- Postado por: Patty às 16:06:18
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TRILHA SONORA DO DIA:


Remexendo no fundo do baú, diretamente da novela Mandala apresentada pela Globo em 1987 e 1988; hoje trago o Grupo Egotrip, que foi um dos sucessos da época.



Viagem Ao Fundo Do Ego

Há um lugar místico em mim
Algo assim, bem escondido
Um planeta inexplorado
Um horizonte perdido

Me embrenhei na mata virgem
Como um nativo zumbi
Mergulhei fundo no oceano
Como um Jacques Cousteau parti

Explorador sem experiência
Marinheiro de primeira viagem
Embarquei de peito aberto
Levando só a coragem

Coragem pra enfrentar
Frente a frente eu comigo
Como se enfrenta um irmão
No exército inimigo

Coragem pra encarar
Frente a frente eu no espelho
Como se encontra um irmão
Que lhe nega um conselho

Quase no fim da estrada
Uma voz veio me dizer
Se você seguir seguir, cuidado
Não vai gostar do que vai ver

E a volta foi difícil
Retornei de mãos vazias
Nessa minha egotrip
Não fui Davi, nem fui Golias

Explorador sem experiência
Viajante sem bagagem
Perdi tudo o que eu tinha
E o que eu tinha era só a coragem

Coragem pra enfrentar
Frente a frente eu comigo
Como se enfrenta um irmão
No exército inimigo

Coragem pra encarar
Frente a frente eu no espelho
Como se encontra um irmão
Que lhe nega um conselho




Uma semana

 

incrível e uma

 

super bjoka

 

à todos!

 

*Patty





- Postado por: Patty às 16:04:45
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