* Nome?
Patrícia, mas pode me chamar de Patty todos me chamam assim.

* Idade?
34 aninhos, com muito orgulho.

* Meu humor?
Sou uma pessoa bem humorada e tranquila, alguns dizem que sou tranquila até demais. Mas pra que tanta ira gente... "La vita è bella, andiamo sin tanta velocità!"
* Línguas que conheço?
O português é minha língua mãe, mas também conheço o inglês e o espanhol. A propósito arranho um pouco do francês e do italiano... "Va bene!"

* Coisas que gosto?
Bem, vamos lá!
Adoro livros, sou uma viciada em leitura, e por esse motivo considerada uma "livromaníaca" com muita honra.
Também amo filmes, mas não sou adepta a sair de casa pra ir no cinema, espero que eles saiam em DVD; devo confessar que sou meio preguiçosa para ir ao cinema.
Gosto de ficar em casa curtindo, meu amor e meu gatinho de estimação, o Nino que é lindo diga-se de passagem!

* Do que não gosto?
No momento fica suspenso o assunto, mas prometo mencionar sobre isso depois.

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Estava ouvindo "Essa boneca tem manual", da Vanessa da Mata, que eu adoro, e foi aí que surgiu a idéia de escrever este post!

No fundo acho que ando de mal com a minha instabilidade, com a minha inconstância, com esse lado imprevisível que agrada a uns e irrita tantos outros!

Nestas horas, queria ter um manual, queria ter um controle remoto, pois assim as pessoas saberiam como lidar comigo. A maioria não sabe (nem gosta de) lidar com as surpresas, com os imprevistos, com as mudanças repentinas de caminho! Talvez nem eu mesma saiba.

Às vezes, queria ser meio robotizada, com um botão para cada reação:

 1- Está triste e precisa de palavras de otimismo e conforto? Então aperte F1.

 2- Se quiser que eu lhe dê colo sem nada dizer por você estar naqueles dias de carência extrema, basta pressionar F2.

 3- Para os dias mais "calientes", disposto a realizar todas as suas fantasias, pressione simultaneamente o 6 e o 9.

 4- Quando não suportar verdades, basta me programar para saber mentir, ser light e dizer apenas superficialidades, apertando F5!

 5- E quando notar que eu não tenho mais nenhuma utilidade, basta apertar DEL e lá vou eu me desaparecendo, como num passe de mágica, para nunca mais voltar... a não ser que você me chame, apertando ENTER.

Seria um manual salvador, né? 

Mas por enquanto só obedeço a um único comando: VIVER. E há gente que não consegue suportar isso... sinto muito!

Tenho tido um pensamento deveras reflexivo ultimamente; pense comigo: "O que será que somos? Anjos montados em porcos, ou... vice-versa?"

Gosto imensamente da Lya Luft, e hoje reli um texto que casa perfeitamente com o meu momento! Aliás, essa identificação tamanha não é rara de ocorrer em se tratando dos textos da Lya!

O texto chama-se "Anjos montados em porcos", e é fascinantemente real e simples! É ele que transcrevo hoje por aqui, só para fazê-los refletir e deixar (claro!), cada um com água na boca e com uma puta vontade de ler mais textos dela.

Quem não encontrar na net é só me pedir e deixar o e-mail que eu envio, tá? Não vou torturar ninguém não... Não sou tão má como alguns pensam! (risos)

 Anjos montados em porcos

 "Embora sejamos tantas vezes bons,

magníficos, altruístas, generosos, capazes

do belo, até do extraordinário, algo espreita

em nós, pronto para o salto, a mordida, o gosto

de sangue na boca e o brilho demente no olhar"

 "Nem é original dizer que somos feras mal domesticadas: homens e mulheres das cavernas, com um mísero verniz que a qualquer contato mais direto pode estalar, revelando dentes prontos para dilacerar carnes indefesas. O Velho, isto é, Freud, desvendou-nos, ao estudar essa estranha essência chamada alma humana, com suas paixões, sua morbidez e seus encantos, tudo brotando da sombra com flores de magia ou monstruosidade.

 Nos sonhos, revelam-se algumas coisas. "Sonhos são espumas" - esse era um dos ditados ouvidos na minha infância. Naquele tempo, avós sentenciosas previam chuva, vento, morte, nascimento, com uma sabedoria feminina atávica tantas vezes confirmada que eu acabava acreditando mais nela do que em tudo que estava nos livros da biblioteca de meu erudito pai.

 Espumas subindo à superfície da nossa trevosa personalidade oculta ou à flor das águas do sono. Pensei nisso lendo sobre as atrocidades cometidas pelos soldados americanos contra prisioneiros no remoto Iraque. Não hão de ser piores do que as que se cometem em prisões pelo mundo afora. Foram apenas mais noticiadas. Não hão de ser mais cruéis, ainda, do que a secreta violência exercida contra crianças, adolescentes ou mulheres em muitos lares.

 A violência familiar ocupa páginas de jornais, teses de psicologia, sites de Internet. Minha alma se arrepia: quem somos no fundo, quem nos habita, que monstro é esse, muito mais antigo do que a mais antiga memória de nosso inconsciente?

Não sei. Mas sei que ele mora em todos nós. Morava em mim quando, criança de 5 ou 6 anos, eu puxava uma pobre minhoca pelas duas pontas (qual a cabeça, qual o rabo?), até ela rebentar soltando uma gosma amarelada.                                                                                     

Prendia um pedaço ainda vivo e trêmulo no anzol de alfinete e pescava tranqüilamente ao lado de meu pai no minúsculo lago no fundo de nossa propriedade.

 Por cima de nossa cabeça, o céu calmo de cidade do interior. Ao nosso lado, o pomar com aroma de flor de laranjeira. Mais acima, o roseiral de minha mãe e, mais adiante ainda, a casa com o terraço de onde eu sonhava na rede, vendo os morros azuis que rodeavam a cidade. Ali moravam os seres de contos de fadas: o unicórnio, as princesas, os anões, a Branca de Neve. Mas também Joãozinho e Maria abandonados pelo pai e pela mãe porque havia pouca comida. E assim começava o terror.

 Tudo muito esquisito.

 Não é preciso ser um serial killer. Pode ser o profissional que trai o amigo por ambicionar seu cargo; a mulher que calunia outra por mero ressentimento; ou simplesmente alguém querendo ver o circo pegar fogo. Embora sejamos tantas vezes bons, magníficos, altruístas, generosos, capazes do belo, até do extraordinário, algo espreita em nós, pronto para o salto, a mordida, o gosto de sangue na boca e o brilho demente no olhar. Algo que quer o sofrimento da vítima, aprecia seus gritos, tem prazer com sua humilhação: é o monstruoso que também somos. E que precisamos, a cada hora de cada dia, domesticar, controlar, sublimar.

 O homem é um anjo montado num porco, disse Tomás de Aquino. O problema é que, de vez em quando, esse precário equilíbrio desanda, e aí salve-se quem puder.

 Salvemo-nos."

(Lya Luft)

 

Gostaram? Muito bom né? Essa mulher escreve muito; tenho total admiração por ela.



- Postado por: Patty às 16:49:39
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Outra coisa interessantíssima que encontrei na net, foi uma entrevista de Ricardo de Oliveira intitulada "O MAL EM TODOS NÓS". Ela foi dado a Revista Época (nº 314), em 24 de maio 2004. Fala sobre o potencial de violência de cada pessoa; diz-se que é determinado pela herança genética, que é moldada por fatores socioculturais. Se acaso tiver um tempinho, dê só uma olhada; depois me diz se é ou não interessante.

ÉPOCA - A gente nasce violento ou fica violento?

Ricardo de Oliveira - Os dois. Existe uma herança genética complexa para violência e agressividade, cujo porcentual varia de uma pessoa para outra. Essa carga será modelada pelo ambiente. Portanto, não existe oposição entre o que é físico e o que é cultural ou social, mas sim uma interação desses aspectos. O cultural atua por meio do cérebro, que é social.

 

ÉPOCA - Como assim?

Oliveira - Ele tem estruturas que determinam nossa forma de interagir com os outros. Existem áreas morais no nosso cérebro ligadas a valores, ética, ideologia, julgamento. Isso é uma prerrogativa do ser humano. O que a cultura faz é nos dizer o que é moral, o que é ético; mas a capacidade ( ou falta dela) de processar o julgamento, essa é estrutural.

 

ÉPOCA - Então, uma pessoa criada em ambiente violento não será necessariamente mais violenta que uma criada de forma mais saudável?

Oliveira - Você pode criar duas pessoas no mesmo ambiente, mas a maneira como elas vão experimentar os sentimentos será diferente, em função da carga genética de cada uma. Essa bagagem determina como filtramos ou modulamos as experiências a que somos expostos. Ela também determina que tipo de coisa vamos buscar no ambiente, o que nos é mais significativo a partir dessa predisposição.

 

ÉPOCA - Filhos de pais violentos tendem a ser violentos?

Oliveira - Sim. Mas só tendem. A genética oferece um potencial que o ambiente vai modelar. Agora, se o indivíduo tem uma predisposição genética muito alta para a violência, ele pode ser criado por Jesus Cristo que vai acabar fazendo algo hediondo.

 

ÉPOCA - Esse alto potencial não poderia ficar latente e nunca se manifestar?

Oliveira - Não, isso vai se manifestando desde a infância. O nível de incisividade, de domínio exercido por uma criança sobre outra varia. Esse negócio de que toda criança é boazinha e que depois algumas são destruídas pela sociedade é mito. Existe criança má.

 

ÉPOCA - E dá para detectar isso desde cedo?

Oliveira - Sim, Alguém sempre percebe quando algo está errado, mesmo que não se saiba o quê.

 

ÉPOCA - Quais são os sinais mais comuns?

Oliveira - Crianças brigonas, teimosas, muito agitadas, hiperativas e com déficit de atenção têm maior probabilidade de evoluir para diagnósticos que envolvem violência. Claro que nem todo hiperativo é violento ou agressivo, mas é um fator de risco importante.

 

ÉPOCA - A natureza humana é fazer o bem ou o mal?

Oliveira - Os dois. Somos essencialmente bons e maus, mas o resultado da população é de uma elevada capacidade de cooperação. Temos predisposição altruísta, que também varia de uma pessoa para outra. Caso contrário, não estaríamos aqui agora. Cada pessoa se insere em algum ponto de uma escala que vai do pró-social ao anti-social. A inserção vai depender de como o ambiente molda a carga genética de cada um. Nesse caso, sabe-se que o gene tem grande peso, graças a estudos feitos com gêmeos idênticos que foram separados.

 

ÉPOCA - O que diferencia uma pessoa que está com raiva de uma que é doente?

Oliveira - Todo o mundo já teve uma explosão de raiva. O que caracteriza a doença é a desproporção entre a resposta e o estímulo e também a freqüência das crises, que devem estar ocorrendo há mais de dois anos.

 

ÉPOCA - O psicopata tem deficiência estrutural?

Oliveira - Sim. Ele tem danificados circuitos cerebrais ligados às emoções primárias ( medo, raiva etc), que dividimos com os animais, e também às emoções sociais ou morais, que envolvem julgamento, a relação com o outro, e que são exclusivamente humanas. Mas o psicopata tem plena capacidade cognitiva e intelectual. O que o define é o comportamento anti-social crônico e repetitivo, sem remorso ou medo.

Se pudéssemos identificar um criminoso do porte do Elias Maluco aos 14 anos e monitorá-lo, o mundo não seria melhor?

 

ÉPOCA - O psicopata comunitário tem os mesmos "defeitos de fabricação"?

Oliveira - Nossos resultados preliminares mostram que sim: pouca emoção, muita razão. No entanto, ele não sai por aí matando 15 pessoas. É mais uma erva daninha, um parasita que vai minando estruturas sociais menores, a começar da família.

 

ÉPOCA - Como ele é e atua?

Oliveira - É mentiroso, interesseiro, golpista, troca de emprego a cada seis meses - se tem um. Fica agressivo quando contrariado. Inicialmente é sedutor. Depois, com a convivência, vai ficando esquisito. Tem um componente narcísico forte: está sempre em primeiro lugar, mesmo que tenha de prejudicar o outro. Assim como o psicopata clássico, o comunitário fala uma coisa e faz outra: o sujeito pode se dizer preocupado com o futuro da humanidade e a guerra no Iraque enquanto dá um golpe no melhor amigo ou leva a mãe à falência.

 

ÉPOCA - Ele pode virar um serial killer?

Oliveira - A patologia não é evolutiva. O Elias Maluco não foi se tornando mau aos poucos. A maldade apenas foi ficando mais visível com o tempo. O psicopata comunitário dá idéia de ser menos virulento, mas ainda não sabemos se, exposto a determinadas circunstâncias, poderia chegar a matar.

 

ÉPOCA - Como lidar com eles?

Oliveira - Se alguma coisa funciona, é a asfixia financeira. Deve-se dar uma diária em vez de mesada, porque o futuro financeiro desse cara tem a duração de um dia. Não cobrir o saldo negativo no banco e deixar que fique com o nome sujo na praça.

 

ÉPOCA - Como esse mapeamento do cérebro moral poderá vir a ser usado?

Oliveira - Em primeiro lugar, para determinar com segurança se um criminoso que está preso é ou não psicopata. Se ele for, talvez não deva ser solto, porque reincidirá. Num futuro mais distante, testes diagnósticos serão instrumentos de prevenção para detectar precocemente os psicopatas, antes que eles causem algum dano.

 

ÉPOCA - Essa idéia não é perigosa?

Oliveira - Acho que vai ser uma polêmica, e a sociedade terá de discutir o que fazer com esse instrumento. Não dá para responsabilizar o inventor do raio-X pela bomba nuclear.



- Postado por: Patty às 16:49:05
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Psicopata: você conhece um

 "É gente que nunca foi presa, mas que tem muito em comum com os psicopatas mais perigosos, desde traços de comportamento até o funcionamento de circuitos cerebrais"

(Ricardo de Oliveira, neurologista)

Estudo mostra que pessoas com desvio de caráter e comportamento problemático podem sofrer de "psicopatia comunitária". Adolescentes rebeldes, maridos que não param no emprego, mulheres permanentemente endividadas, jovens que não conseguem concluir nenhum curso. Há 15 anos, o consultório do neurologista carioca Ricardo de Oliveira Souza era a última esperança de famílias às voltas com 'pessoas-problema'.

O médico conta que seus diagnósticos iniciais eram depressão, transtorno bipolar ou distúrbio de déficit de atenção. 'Cheguei a dizer a uma mãe que o problema do filho dela era falta de limite', arrepende-se.

Infelizmente, o veredicto de muitos desses casos é bem mais complexo e deverá causar polêmica - como todas as descobertas relacionadas ao cérebro - a partir do momento em que for apresentado à comunidade científica durante a conferência Neurologia da Violência e da Agressão, de 10 a 12 de junho, no Rio de Janeiro.

Comportamentos que parecem falhas morais podem ser doença.

Oliveira vai compartilhar com colegas do mundo todo os resultados preliminares de seus estudos sobre o mapeamento das emoções no cérebro, realizado em parceria com o neuro radiologista Jorge Moll Neto. O trabalho é inédito. Oliveira vai apresentar o conceito de 'psicopata comunitário', aquele indivíduo que pode não ser um serial killer, mas causa estrago por onde passa. 'É gente que nunca foi presa, mas que tem muito em comum com os psicopatas mais perigosos, desde traços de comportamento até o funcionamento de circuitos cerebrais', alerta.

Podem estar nessa categoria tipos como o malandro golpista 171, o sujeito que não tem emprego e vive de rolo, aquele que cultiva amizades por interesse e descarta as pessoas depois de obter o que deseja, o sujeito que vive de explorar a tia velhinha, o executivo inescrupuloso que desfalca a firma.

Este último, também conhecido como psicopata corporativo ou do colarinho-branco, será o tema da conferência, no Rio, de um dos maiores especialistas do mundo, o canadense Robert Hare.

É claro que todo o mundo tem seu dia de fúria e um pecado para esconder - uma trapaça no jogo, uma mentira, uma baixaria no trânsito. Estar agressivo e violento é muito diferente de ser agressivo e violento ou, em última análise, um psicopata.

A doença se caracteriza pela repetição, desde a infância ou há pelo menos dois anos, de atos anti-sociais que lesam os outros, sem remorso nem culpa. 'O psicopata assassino é frio e calculista, mas o comunitário é afável, agradável, sedutor, carinhoso. A gente consegue reconhecê-lo quando algo dá errado e ele fica agressivo', destaca Oliveira.

Ricardo de Oliveira

Dados pessoais: Carioca, de 48 anos, casado, pai de um filho.

Formação: Graduação em Medicina pela Universidade do Rio de Janeiro, pós em Neurologia e doutorado em Neuropsiquiatria. Estágio na Universidade de Califórnia, em Los Angeles (UCLA).

Carreira: Pesquisador da unidade de Neurologia Comportamental e Cognitiva da rede D"Or Labs, no Rio, e neurologista do Instituto Philippe Pinel.



- Postado por: Patty às 16:48:49
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Esse lado porco, maldoso, traiçoeiro existe mesmo, também acho. E a gente tem consciência dele. Cabe a nós alimentá-lo ou não ... E isso é consciente!!! O triste é saber que seres humanos tão pequenos, às vezes querem se mostrar como anjos, doces, ternos, enquanto na realidade estão alimentando o porco no qual se sustentam e a aparente candura é só pra atrair a vítima para o chiqueiro.

E isso também é consciente!!! Então ... não tem desculpas . O livre arbírtrio é que determina nossas ações, que podem ser de anjos ou porcos!!!

Coitado dos "fracos" que se deixam servir de lavagem dos porcos ...

Demorei um pouco para aparecer, assim como demorei-me também por aqui hoje. Queria verter tudo que penso, tudo que leio e li, queria simplesmente compartilhar; pois cada postagem que faço é uma porta aberta para um auto-questionamento. Não direciono para este ou para aquele, e ao mesmo tempo direcionado está para todos; pois se ao ler não se enquadra, provavelmente alguém você conhece ou conheceu, que "veste" o texto como "feito sob medida".

Deixo a todos um beijo no coração e um afago na alma, com votos de infindáveis coisas boas e pensamentes que realmente elevem, e que transcendam inúmeras energias positivas; pois nós sabemos que tudo que "vai" "volta".

 

 

MENSAGEM DO DIA:

Deixo aqui mais um trecho da Lya novamente, por ser oportuno:

"Não existe isso de homem escrever com vigor e mulher escrever com fragilidade. Puta que pariu, não é assim. Isso não existe. É um erro pensar assim. Eu sou uma mulher. Faço tudo de mulher, como mulher. Mas não  sou uma mulher que necessita de ajuda de um homem. Não necessito de proteção de homem nenhum. Essas mulheres frageizinhas, que fazem esse gênero, querem mesmo é explorar seus maridos. Isso entra também na questão literária. Não existe isso de homens com escrita vigorosa, enquanto as mulheres se perdem na doçura. Eu fico puta da vida com isso. Eu quero escrever com o vigor de uma mulher. Não me interessa escrever como homem."

Lya Luft



- Postado por: Patty às 16:46:48
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SOFÁ COM PIPOCA:

A indicação de hoje é de um suspense de 1996, com Richard Gere, Edward Norton, Maura Tierney, Laura Linney, Terry O'Quinn e Frances McDormand.

Este filme já passou algumas vezes na TV, mas se ainda não teve a oportunidade de vê-lo alugue já, e veja. Certamente não irá se arrepender.

AS DUAS FACES DE UM CRIME

Em Chicago, um arcebispo (Stanley Anderson) é assassinado com 78 facadas. O crime choca a opinião pública e tudo indica que o assassino é um jovem de 19 anos (Edward Norton), que foi preso com as roupas cobertas de sangue da vítima. No entanto, um ex-promotor (Richard Gere) que se tornou um advogado bem-sucedido se propõe a defendê-lo, sem cobrar honorários, tendo um motivo para isto: adora ser coberto pela mídia, além de ter uma incrível necessidade de vencer. 

**CENA DO FILME

 

**Hoje tem só essa ceninha, não encontrei mais, sorry!

 

 



- Postado por: Patty às 16:46:06
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TRILHA SONORA DO DIA:

Hoje a trilha é de Caetano Veloso um ícone da nossa música, estudioso, poeta, filósofo e lógico compositor de primeira categoria!

 

CAETANO VELOSO

 

**Se quiser ouvir essa música, clica aqui!

 

Não Enche  

(Composição: Caetano Veloso)

Me larga, não enche

Você não entende nada e eu não vou te fazer entender

Me encara, de frente

É que você nunca quis ver, não vai querer, nem vai ver

Meu lado, meu jeito,

O que eu herdei de minha gente e nunca posso perder

Me larga, não enche

Me deixa viver, me deixa viver, me deixa viver, me deixa viver

Cuidado, oxente!

Está no meu querer poder fazer você desabar

Do salto, nem tente

Manter as coisas como estão porque não dá, não vai dar

Largada, demente

A melodia do meu samba põe você no lugar

Me larga, não enche

Me deixa cantar, me deixa cantar, me deixa cantar, me deixa cantar

Eu vou

Clarificar

A minha voz

Gritando: nada mais de nós!

Mando meu bando anunciar

Vou me livrar de você

Harpia, aranha!

Sabedoria de rapina e de enredar, de enredar

Perua, piranha,

Minha energia é que mantém você suspensa no ar

Pra rua! Se manda!

Sai do meu sangue sanguessuga, que só sabe sugar

Pirata, malandra!

Me deixa gozar, me deixa gozar, me deixa gozar, me deixa gozar

 

Vagaba, vampira!

O velho esquema desmorona desta vez pra valer

Tarada, mesquinha!

pensa que é a dona e eu lhe pergunto: quem lhe deu tanto axé?

À-toa, vadia!

Começa uma outra história aqui na luz deste dia "D"

Na boa, na minha,

Eu vou viver dez,

Eu vou viver cem,

Eu vou vou viver mil,

Eu vou viver sem você.

 

Vagaba, vampira!

O velho esquema desmorona desta vez pra valer

Tarada, mesquinha!

Pensa que é a dona e eu lhe pergunto: quem lhe deu tanto axé?

À-toa, vadia!

Começa uma outra história aqui na luz deste dia "D"

Na boa, na minha,

Eu vou viver dez,

Eu vou viver cem,

Eu vou vou viver mil,

Eu vou viver sem você.

Eu vou viver sem você.

Na luz desse dia "D".

Eu vou viver sem você.

 

 

Vou nessa!

 

Valeu e até

 

o próximo post!

 

Bjo;

 

*Patty

 

 



- Postado por: Patty às 16:45:47
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