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Demorei de aparecer por aqui novamente não é? Eu sei; me desculpem! Às vezes me silencio por aqui por não ter nada a dizer, por andar sem inspiração, mas, no momento, não é esse o caso, garanto. É exatamente o contrário: ando tão inspirada que tenho me ocupado tanto por querer demonstrar pessoalmente o que sinto que tem ficado difícil vir aqui. É um jorrar silencioso, para dentro, sem chafariz, sem precisar que necessariamente notem.
Ando vivendo um momento tão bom e tão rico que nada nem ninguém tem conseguido roubar a minha paz, e olha que tantas e tantas vezes algumas tentativas são engedradas com este propósito. (rsss)
A única explicação é o poder do amor, do querer ser feliz custe o que custar!
Quem tenta me decifrar invadindo (inutilmente) a minha aparente calmaria, se assusta (e perde tempo). Nem sempre o meu corpo reflete o que me vai na alma e isso não significa mentir; significa que às vezes minha alma gosta de se silenciar, de dormir no escuro, e aí ela faz uso de cortinas, pesadas e escuras. Nem sempre sinto vontade de deixar abertas as janelas, nem sempre permito que a claridade me leia... E que mal há nisso?!?
Nessas horas acho que sinto como se sentia Fernando, o desassossego em Pessoa:
"Sou, em grande parte, a mesma prosa que escrevo. Desenrolo-me em períodos e parágrafos, faço-me pontuações, e, na distribuição desencadeada das imagens, visto-me, como as crianças, de rei com papel de jornal, ou, no modo como faço ritmo de uma série de palavras, me touco, como os loucos, de flores secas que continuam vivas nos meus sonhos. Tornei-me uma figura de livro, uma vida lida. O que sinto é (sem que eu queira) sentido para escrever que se sentiu. O que penso está logo em palavras, misturado com imagens que o desfazem, aberto em ritmos que são outra coisa qualquer. De tanto recompor-me, destruí-me. De tanto pensar-me, sou já meus pensamentos, mas não eu."
(O Livro do desassossego -- Fernando Pessoa)
Entendo perfeitamente a indignação e a revolta da Mafalda, genuínas, porque infelizmente hoje em dia, mais do que nunca, a futilidade tem reinado frente à cultura. E como tem!!! Lamentavelmente tem!!! Pior ainda são as pessoas fúteis pensarem que valem mais do que as cultas... e quem dera se bater resolvesse isso, mas talvez bater sempre nesta tecla ajude de alguma forma!!!
Então que nos reste sonhar com dias em que, na pior das hipóteses, os vestidos empatem com a cultura...
Teríamos um mundo não perfeito, longe disso, mas certamente mais feliz!!!
Se eu fosse uma hora do dia, seria 11h50m, hora em que eu nasci!
Se eu fosse um astro, seria o Sol.
Se eu fosse uma direção, seria o Oeste.
Se eu fosse um móvel, seria uma cama.
Se eu fosse um líquido, seria o vinho tinto o Miolo Merlot Terroir que eu adoro.
Se eu fosse um pecado, seria a Preguiça.
Se eu fosse uma pedra, seria um Ónix.
Se eu fosse uma árvore, seria uma Sequóia.
Se eu fosse uma fruta, seria um Pêssego.
Se eu fosse uma flor, seria uma Flor de Lótus.
Se eu fosse um clima, seria Tropical!
Se eu fosse um instrumento musical, seria um Saxofone.
Se eu fosse um elemento, seria Fogo.
Se eu fosse uma cor, seria Vermelho.
Se eu fosse um animal, seria uma Pantera Negra.
Se eu fosse um som, seria o som das ondas a bater nos rochedos.
Se eu fosse música, seria a clássica de Ludwig van Beethoven, Wolfgang Amadeus Mozart, Johann Sebastian Bach, George Frideric Handel, Pietr Ilyitch Tchaikovsky, Maurice Ravel ou Antônio Lúcio Vivaldi; adoro todos!
Se eu fosse estilo musical, seria um R&B, que ajudasse a refletir e fizesse dançar também.
Se eu fosse um sentimento, seria a Amizade.
Se eu fosse um livro, seria "O Ensaio sobre a cegueira" de José Saramago.
Se eu fosse uma comida, seria Bife à Milanesa.
Se eu fosse um lugar, seria um conjunto de montanhas.
Se eu fosse um gosto, seria o do chocolate.
Se eu fosse um cheiro, seria o cheiro de terra depois da chuva.
Se eu fosse uma palavra, seria Felicidade.
Se eu fosse um verbo, seria SENTIR da 3º conjugação.
Se eu fosse um objeto, seria um livro.
Se eu fosse peça de roupa, seria uma lingerie.
Se eu fosse parte do corpo, seria os olhos.
Se eu fosse expressão facial, seria um sorriso.
Se eu fosse personagem de desenhos animados, seria o Balu do desenho Mogli, que só precisa do necessário para viver, somente o necessário...
Se eu fosse filme, seria o musical "Cantando na Chuva".
Se eu fosse uma forma, seria... piramidal, sei lá!
Se eu fosse número, seria o 14!
Se eu fosse estação, seria a Inverno.
Se eu fosse uma frase, seria: "Há pessoas que por serem como são, não cabem na nossa cabeça, então depositam-se no nosso coração, onde dispõem de um lugar próprio e permanecem inesquecíveis..."
Ufa! Deu um pouco de trabalho ser assim tão resumida, mas até que minhas respostas foram satisfatórias. Com elas dá para se saber um pouco de mim; então deleitem-se! (rsss)

MENSAGEM DE HOJE:
Ultimamente tenho me sentido tão plena, realmente numa felicidade sem fim, num desapego total das mesquinharias do mundo que lendo este poema da Lya resolvi colocá-lo aqui hoje.
Canção da Plenitude
"Não tenho mais os olhos de menina nem corpo adolescente, e a pele translúcida há muito se manchou. Há rugas onde havia sedas, sou uma estrutura abrandada pelos anos e o peso dos fardos bons ou ruins. (Carreguei muitos com gosto e alguns com rebeldia.)
O que te posso dar é mais que tudo o que perdi: dou-te os meus ganhos.
A maturidade que consegue rir quando em outros tempos choraria, busca te agradar quando antigamente quereria apenas ser amada.
Posso dar-te muito mais do que beleza e juventude agora: esses dourados anos me ensinaram a amar melhor, com mais paciência e não menos ardor, a entender-te se precisas, a aguardar-te quando vais, a dar-te regaço de amante e colo de amiga, e sobretudo força — que vem do aprendizado.
Isso posso te dar: um mar antigo e confiável cujas marés — mesmo se fogem — retornam, cujas correntes ocultas não levam destroços mas o sonho interminável das sereias."
(Lya Luft)

SOFÁ COM PIPOCA:
Este é demais, assisti umas tantas vezes e não enjôo nunca, até tenho o DVD. Um drama linda de 1994 só com feras no elenco Brad Pitt, Anthony Hopkins, Aidan Quinn e Julia Ormond.
A primeira vez que vi foi no cinema e fiquei duas sessões seguidas, foi por indicação de uma amiga minha e que indicação. O filme é muito lindo!
LENDAS DA PAIXÃO

Três irmãos, três destinos. Alfred é o reservado, o caçula Samuel é o protegido, e o do meio, Tristan, aprendeu com os índios a ter um espírito aventureiro. Ao trazer de volta para o rancho do pai uma bela jovem, Samuel inicia um conflito de paixões que pode terminar em tragédia para sua família.
**CENAS DO FILME










Dá só uma olhada no trailer do filme e depois me diz se não deu vontade de assistí-lo.
TRILHA SONORA DO DIA:
Olha ele aí!
Quem é que não sente saudades quando ouve a voz marcante do Renato Manfredini Junior? Não sabe de quem estou falando? É dele, o Renato Russo.
Ele foi o vocalista rebelde do Legião Urbana, falava o que queria falar doesse a quem doesse, não estava lá para agradar ninguém, era ele mesmo. E esse jeito às vezes até mesmo arrogante era o que cativava os milhares de fãs que se tornaram a verdadeira “legião” que seguia o grupo como fiéis súditos. Era uma delícia ouvir as músicas desse grupo!
Mas em sua carreira solo o Renato também não deixou nada a desejar, foi marcante, incisiva e inesquecível.
O cd em italiano Equilíbrio Distante foi um sucesso, e é dele que vem a música de hoje. Espero que goste!

RENATO RUSSO
GENTE
(Composição: A. Valsiglio / Cheope / M. Marati)
Si sbaglia sai quasi continuamente, Sperando di
Non farsi mai troppo male ma quante volte si cade
La vita sai è un filo in equilibrio e prima o poi
Ci ritroviamo distanti davanti a un bivio.
Ed ogni giorno insieme per fare solo un metro in più
Ci vuole tutto il bene
Che riusciremo a trovare in ognuno di noi
Ma volte poi basta un sorriso solo a scogliere in noi
Anche un inverno di gelo e repartire da zero
Perché non c'è limite per nessuno che dentro sè
Abbia un amore sincero, solo un respiro, non siamo
Angeli in volo venuti dal cielo
Ma gente comune che ama davero
Gente che vuole un mondo più vero
La gente che incontri per strada in città
Prova e vedrai ci sarà sempre un mondo dentro di noi
Per poi riprendere il volo, verso il sereno, non siamo
Angeli in volo venuti dal cielo
Ma gente comune che ama davero
Gente che vuole un mondo più vero
La gente che insieme lo cambierà
(Tradução)
GENTE
Se erra sabe quase continuamente
Esperando de não fazer-se nunca tanto mal
Mas quantas vezes se cai.
A vida sabe é um fio em equilíbrio
E antes ou depois nos encontramos distantes
Na frente de um dilema.
E cada dia juntos para fazer um metro a mais
Queremos todo o bem que conseguiremos encontrar em cada um de nós
Mas as vezes basta só um sorriso
Para desmanchar em nós também um inverno de gelo
E partir do zero
Porque não tem um limite para ninguém
Que dentro de si tenha um amor sincero só um respiro
Não somos anjos em vôo vindos do céu
Mas gente comum que ama de verdade
Gente que quer um mundo mais verdadeiro
A gente que encontras pela estrada na cidade
Prove e verás que haverá sempre um modo
Dentro de nós para depois retomar o vôo
Por trás do sereno
Não somos anjos em vôo vindos do céu
Mas gente comum que ama de verdade
Gente que quer um mundo mais verdadeiro
A gente que juntos o mudará
Gente que quer um mundo mais verdadeiro
A gente que juntos o mudará.
Olha que vídeo lindo que eu encontrei dessa música.
Muitos bjos
e até
a próxima!
*Patty
